Escorpião, O Mergulho Profundo da Entrega

 

signo escorpião

Escorpião é o signo da presença inteira de si mesmo. Como signo de água, que completa o ciclo cria

tivo dos quatro elementos, nos faz sentir a inteireza de nossa própria presença, a partir da percepção do mais profundo de nós. É o signo do Eu concentrado. E a grande magia desta nossa dimensão escorpiana é que esta percepção oculta só pode ser alcançada por meio do encontro íntimo com o outro. É somente na total entrega que se consegue penetrar os recônditos do outro e permitir que ele penetre o mais obscuro de si mesmo, para juntos, resgatarem a dimensão oculta de cada um. Com muito amor e respeito.

Para isso é necessária muita autopercepção. Por isso Escorpião ancora esse potencial psíquico concentrado 

na própria presença, é uma água do ciclo do fogo leonino, uma água fixa. Signos fixos geram movimentos direcionados, e aqui o direcionamento é para as profundezas do ser. Por isso é um momento que desperta a consciência da intenção, pois é por meio dela que se alcança a dimensão oculta da vida. Reconhecer qual a sua intenção e a do outro, os conduz ao que querem explorar juntos. E dessa alquimia nasce um novo Eu.

O acesso a todo esse poder é fundamental para que se realize a dimensão escorpiana, pois esta é uma realidade concentrada de si mesmo. Como na teoria do Big Bang, onde toda a matéria universal era concentrada em uma cabeça de alfinete. Nossa dimensão escorpiana assim é em relação à nossa manifestação pessoal. E por isso mesmo, se vivenciada com medo pode tornar-se uma experiência extremamente tensa e confusa. Não por ignorância da própria presença, pois não há ignorância em Escorpião, mas por medo da verdade sobre si mesmo. Medo do que vê e sente. Que induz à negação da intenção que o move e que move o outro. Levando, com isso, à tentativa de destruição daquelas partes de nós que tanto tememos, o vício na autodestruição. Como se isso fosse possível.

E este medo de si mesmo impede a transformação natural pela qual passamos ao longo da vida, a fim de vivenciarmos nossas experiências existenciais profundas. A morte das diversas nuances que necessitamos transformar, apavora. E então se escolhe fugir da morte ao invés de abraçá-la como uma velha amiga. O que não se reconhece é que esta morte é você mesmo. Você deseja morrer para renascer em uma nova experiência de si mesmo. O ciclo da maturidade, da sua Maior Idade. Que será experienciada a partir da sua dimensão sagitariana.

Portanto, reconhecer o que te move em direção ao outro e vice-versa é fundamental para vivenciar a intimidade de um relacionamento escorpiano. E isso é poder. Permitir ser penetrado e penetrar com permissão é a magia alquímica da sexualidade. Que é muito além do coito. Sexualidade é esse mesclar-se e transformar-se conscientemente, sabendo onde se quer chegar, sentindo-se intensamente a partir do encontro, nunca se perdendo. Muito pelo contrário, é nessa diluição íntima que se percebe com mais intensidade e verdade; deliciosamente si mesmo. É morrer e renascer juntos, porque não semorre só. E desta morte renasce o Terceiro Incluído. Aquela dimensão pessoal que só existe pelo encontro. Que é despertada pela entrega e diluição do Eu bipartido. 

MANTRA DO CHÁ DE ESCORPIÃO:

“Eu me entrego inteiramente ao Novo Eu dentro de mim”.

Andréa Cristina Nunes – Canalizadora do Chá Astrológico.

Seja você. Livre-se da Normose

normose andrea

O que é enfim a normose na prática? Como uma distorção na percepção da realidade, a normose é a forma como se vê, sente e aje no mundo. Note bem que não se trata do que você faz e vê, mas sim de como você faz e vê a realidade. Ou seja, a pessoa pode mudar os seus valores, como, por exemplo, começar a cuidar mais da própria saúde ou deixar de explorar o meio ambiente e passar a preservá-lo. Mas ainda assim continuar com uma percepção de mundo normótica, com uma visão dualista da realidade, na qual ela se separa entre nós, os que preservamos e eles os que exploram. Aí está uma forma belicosa de percepção. Quando eu considero o que eu faço como superior ao que os outros fazem, eu passo a crer que o meu modo de vida deveria ser o padrão, o normal. Que se todos seguissem o meu estilo de vida o mundo seria bem melhor, mais iluminado, evoluído espiritualmente, santo, valoroso, justo, seguro, etc,... Na verdade, o que se deseja não é uma vida mais justa para todos, mas sim a supremacia dos meus valores. Isso soa familiar, não? Portanto, não basta assimilar uma série de informações sobre os hábitos e valores patológicos que afligem a humanidade e mudar radicalmente o modo de viver. Se tudo isso está sendo usado como ferramenta de separatividade, sinto informar-lhe que o seu condicionamento normótico se apossou das suas escolhas. Curar-se da normose é um processo de transformação pessoal e planetária e parte de dentro. De uma profunda entrega a si mesmo, de autoconhecimento. Não existe um padrão de cura da normose, não existe um estilo de vida ideal, tudo isso faz parte da nossa percepção condicionada. Pois holístico significa todo, e não uma parte como referência para que todos sigam. E livrar-se desta relação de dominação - subserviência é o primeiro passo rumo à liberdade de ser o que se é. Lembro-me agora que quando criança tinha uma amiguinha que era vegetariana. Como é normal, todos questionavam o por quê da sua escolha e ela tranquilamente respondia que aos quatro anos de idade, ao ir com a mãe ao açougue e ver as carnes expostas não quis mais se alimentar com elas. E todo mundo entendia e a respeitava. Isso porque era natural, veio de dentro, partiu dela. Isto é ser autêntico, conectado consigo mesmo. E o ser humano reconhece o que é verdadeiro e respeita. É claro que há os intolerantes, os que nunca aceitarão qualquer atitude que divirja da que eles teriam, mas isso não aflige quem está ancorado na própria essência, porque não há dúvidas e nem condicionamento, mas sim, verdade. 

Andréa Cristina Nunes – Especialista em Práticas Integrativas em Saúde

 

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