Seja você. Livre-se da Normose

normose andrea

O que é enfim a normose na prática? Como uma distorção na percepção da realidade, a normose é a forma como se vê, sente e aje no mundo. Note bem que não se trata do que você faz e vê, mas sim de como você faz e vê a realidade. Ou seja, a pessoa pode mudar os seus valores, como, por exemplo, começar a cuidar mais da própria saúde ou deixar de explorar o meio ambiente e passar a preservá-lo. Mas ainda assim continuar com uma percepção de mundo normótica, com uma visão dualista da realidade, na qual ela se separa entre nós, os que preservamos e eles os que exploram. Aí está uma forma belicosa de percepção. Quando eu considero o que eu faço como superior ao que os outros fazem, eu passo a crer que o meu modo de vida deveria ser o padrão, o normal. Que se todos seguissem o meu estilo de vida o mundo seria bem melhor, mais iluminado, evoluído espiritualmente, santo, valoroso, justo, seguro, etc,... Na verdade, o que se deseja não é uma vida mais justa para todos, mas sim a supremacia dos meus valores. Isso soa familiar, não? Portanto, não basta assimilar uma série de informações sobre os hábitos e valores patológicos que afligem a humanidade e mudar radicalmente o modo de viver. Se tudo isso está sendo usado como ferramenta de separatividade, sinto informar-lhe que o seu condicionamento normótico se apossou das suas escolhas. Curar-se da normose é um processo de transformação pessoal e planetária e parte de dentro. De uma profunda entrega a si mesmo, de autoconhecimento. Não existe um padrão de cura da normose, não existe um estilo de vida ideal, tudo isso faz parte da nossa percepção condicionada. Pois holístico significa todo, e não uma parte como referência para que todos sigam. E livrar-se desta relação de dominação - subserviência é o primeiro passo rumo à liberdade de ser o que se é. Lembro-me agora que quando criança tinha uma amiguinha que era vegetariana. Como é normal, todos questionavam o por quê da sua escolha e ela tranquilamente respondia que aos quatro anos de idade, ao ir com a mãe ao açougue e ver as carnes expostas não quis mais se alimentar com elas. E todo mundo entendia e a respeitava. Isso porque era natural, veio de dentro, partiu dela. Isto é ser autêntico, conectado consigo mesmo. E o ser humano reconhece o que é verdadeiro e respeita. É claro que há os intolerantes, os que nunca aceitarão qualquer atitude que divirja da que eles teriam, mas isso não aflige quem está ancorado na própria essência, porque não há dúvidas e nem condicionamento, mas sim, verdade. 

Andréa Cristina Nunes – Especialista em Práticas Integrativas em Saúde

 

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