Eixo Sagitário - Gêmos: ritual de lua cheia

signo sagitario astrologiaConfira a Aula Aberta de Astrologia, por Antonella Grossi Barreto, ministrada durante o Ritual de Lua Cheia, transcrita na íntegra:

Esse é o grande eixo mutável: Sagitário e Gêmeos. Fogo e ar que dialogam entre eles. A Lua Cheia é o momento mais tenso de toda lunação. É o momento em que a lua nova, já madura, adulta, visita o próprio oposto, visita o ponto sagrado de vista que nem imaginava que podia existir, e não apenas visita, mas se ilumina e se alimenta de uma energia totalmente oposta à força que a significa. Plena tensão, e por isso, pleno esclarecimento. Onde Sagitário em toda plena força se declara e se esclarece na própria energia. Um diálogo de profundo amor, porque é um diálogo de imenso respeito.

 O ciclo lunar, que é o ciclo mais próximo do nosso ser, da nossa maneira de viver, é o ciclo que melhor nos ensina a nos relacionar, e essa plenitude é a revelação do significado do relacionamento. É estar com o outro sem obrigar que o outro seja quem eu quero que ele seja. Isso é ser maduro, adulto, essa é a lua cheia! Onde a criança vive serena porque o adulto está em casa e sabe guiar. E aqui nós estamos, dentro da Mandala Astrológica, nós chamamos ‘Eixo da Comunicação’. Em ambas as lunações nós temos a grande oportunidade de aprender a comunicar. E essa lua geminiana, com todo significado sagitariano, é a força da nossa casa: onde não cabe mais ninguém, senão eu mesma.

E toda noite, quando adormecemos, temos que lembrar de não deixar nada que somos fora de casa, estar prontos para dar liberdade para tudo e todos que não somos: crenças, nomes. Dormir com o som do meu nome, a força do som, onde cabe exatamente o som que eu pronuncio. Não cabe outro, nem meio som. Eu pronuncio o meu nome, e esse nome eu escutei em um lugar e por isso eu sei pronunciar. Demoramos nove meses na barriga e depois mais nove meses fora da barriga para pronunciar nosso nome. Temos que escutar para depois conseguir pronunciar. Precisamos escuta-lo várias vezes.

O nosso nome vibra como uma força energética, quântica, que vibra na sinfonia do universo. O nome que eu escolhi, a vibração do meu nome ligado ao fio dourado de uma estrela: luz da noite do universo! Esse nome eu escutei, e por isso, eu sei pronunciar. Esse nome é o nosso mapa: nosso nome celestial. Esse imenso amor criativo faz com que meu nome seja único no amor no qual foi pronunciado: eu escutei, por isso sei pronunciar.

Eixo Sagitário/Gêmeos

Quando Sagitário chega, em sua própria plenitude na casa de Gêmeos, o meu nome, que eu sei pronunciar, se encontra plenamente com quem pronunciou o meu nome. O grande amor divino visita o meu nome. Eu me reconheço, eu honro e agradeço.

O primeiro movimento de ho’ponopono é com nós mesmos: Eu te amo, me perdoe se eu fiquei tão longe de você, do meu nome, que você pronunciou e eu escolhi. E Sagitário se manifesta plenamente na escuta de Gêmeos. E nessa força do amor, um cabe no outro. Não só cabe, mas se expressa plenamente no movimento energético geminiano. Eu te amo. Eu pronuncio e eu escolho.

Por isso, nesse eixo de comunicação, podemos escolher esse grande mantra: “O meu nome me lembra que pertenço a mim”. Porque só quando eu tenho um pertencimento eu posso dialogar com o outro, só quando eu literalmente pertenço a meu nome eu posso escutar o outro sem roubar ou delegar nada pro outro, só porque eu tenho o meu nome.

Esse é o eixo da fidelidade – quanta quebra de estereótipos! Esse é um eixo místico, da fidelidade e da escuta, para então, saber pronunciar o que eu escutei: o eixo da memória vertical, que eu me reconecto com a memória que eu quis pra mim. Aprender a escutar e ser fiel ao que eu escutei, e então não tenho mais motivo para roubar, delegar.

É importante perceber quando estamos assim (não escutando), podemos parar e perguntar. Peça ajuda a um amigo: pronuncie o meu nome, me ajuda a voltar pra mim, pra minha casa... Por isso que eu gosto da forma de meditação que em vez de esvaziar, pega tudo, não deixa nada do lado de fora, por julgamento, por vergonha... Você pensou, é sagrado! Quantos pensamentos deixamos do lado de fora? Mendigos! Quantos pedaços do nosso nome deixamos do lado de fora? E quanto mais nós esvaziamos, menos sabemos comunicar. Pedaços do nosso nome que a gente corta: “isso é ruim”, “isso é feio”, “isso não quero”. Nós temos medo de escutar o nosso nome, medo de voltar pra nossa casa...

Comunicar, compartilhar, dialogar: dois logos, dois verbos, duas expressões em plenitude, criativos na própria originalidade. Essa é a lua cheia sagitariana em gêmeos: plena, serena, em casa, em solitude, mergulhada numa galáxia. Mas plena e única no próprio som, no próprio ser. Por isso é o eixo do “ser fiel” e o eixo da escuta, e o eixo das regras. As regras são ditadas nesse eixo: se não tem regras, a gente não consegue comunicar.

Nós não podemos nos comunicar sem regras, quando queremos estabelecer uma comunicação, a gente primeiro tem que estabelecer regras. Quando o outro fala, eu silencio. Esse eixo dita as regras porque escutou: o próprio nome. A primeira grande regra: “eu funciono assim”, “esse é o meu espaço quântico”, e aí o outro pode saber até onde ele pode ir. O meu nome é o meu espaço quântico, se eu não pronuncio ele, se não me refiro a ele, o outro não pode me respeitar, porque não sabe meu limite. Essa é a primeira regra: o teu nome, o teu som, a tua luz.

No oposto temos Sagitário, na força do fogo, conhecemos e recebemos o último signo de fogo que nos coloca prontos, adultos, no lugar onde esse nome foi pronunciado. É o lugar onde escuto além da minha regra, todas as outras regras galácticas e não me perco! É o grande signo da concentração – mais quebra de estereótipos! Ele nos ensina a nos concentrar numa amplitude, a amplitude do arco. É o símbolo do centauro: metade cavalo, metade homem, grande força energética!

 A essência sagitariana

 O Sagitário é a transmutação da vida, quando entro na grande vibração cósmica da galáxia, e escuto o pronunciar de todos os outros nomes, eu entendo quem eu sou. A transmutação começa pelo fogo, pelo amor, pelo entendimento amoroso. É a capacidade de me concentrar na amplitude do cosmos: esse é o significado do arco. Em gêmeos nos aprendemos a nos concentrar e escutar singularmente nosso nome, no sussurro, no ouvido, amor por amor, os enamorados...

 Na amplitude do arco eu escuto meu nome e todos os nomes, e não perco! Não tenho crise de identidade, eu sei quem eu sou. Sintam a intensidade: leve, solto, dono da própria casa e do próprio nome. Sagitário não precisa de ninguém, mas precisa de todo mundo. Não tem apego, não tem rancor. Anda descalço, mora numa casa de príncipe e dorme no chão. Não curte salário fixo, não curte concurso. Respeite! A capacidade de se concentrar no próprio nome e na grande sinfonia dos nomes cósmicos: expansão!

É o grande trabalho que Sagitário faz: pra manter a amplitude do arco é uma luta, a dor da conversão, da transmutação, todo signo mutável sente essa dor. É uma profunda mutação, muda de gênero, é uma luta interior pra se manter livre! É limpar a própria casa antes de dormir, porque não cabe. Ele traz novas regras.

Entre Escorpião e Sagitário é a abertura da galáxia onde posso sair e entrar, para entrarmos no último ciclo: o ciclo mais maduro do zodíaco, o ciclo do ser humano consciente, e então, adulto.

E isso pode representar a capacidade de ver. Sobretudo, quem tem Netuno ou Urano em Sagitário são visionários. Enxergam as presenças quânticas, os seres, elementais... E vivem sozinhos, em profunda solidão. Porque não podem viver isso: “isso é feio”, isso não é bom”, e aí tem que engavetar.

Quando chegamos em Sagitário vemos de onde viemos. E por isso o Sagitariano precisa aprender a se concentrar, não excluir, mas acreditar que cabe dentro dele, existe a capacidade de esticar o arco. Em sagitário nós fazemos essa experiência de poder ver, finalmente, com os nossos olhos de fogo, de poder sentir, finalmente, de poder dar visão e ouvido, a essa grande saudade da de nossa casa, a grande saudade sem nome, que ninguém sabe o que é... Sagitário nos traz a força, a coragem e a amplitude do arco pra ver.

Tem uma saudação de um povo africano que o Roberto Crema traz que é a pura força sagitariana: “Eu te vejo” e o outro responde: “Estou aqui”. Pronta, pra tocar pra você a minha sinfonia. Por isso que o sagitariano ama a comunidade, se sente bem. Nunca coloque-o na casinha do caranguejo: papai, mamãe e trabalho. Ele morre! Saber se conhecer e conhecer a própria parceira, a mãe, o pai, saber reconhecer onde eu tenho esse Sagitário para me concentrar na amplitude do meu arco. E aí sim, eu posso fazer a experiência seguinte do Sagitário: a flecha.

As galáxias são uma dança incessante, a uma velocidade que a gente nem pode imaginar. A adrenalina da velocidade... Já experimentaram? Um carro, uma moto... É a saudade da velocidade. O que é a depressão? Quando eu paro de ser veloz. Quando estou triste eu paro, eu desisto do movimento e meu corpo para. A nossa natureza é veloz. Pensa no movimento do nosso sangue: nunca cansa de correr, pra cima e pra baixo. Nós somos velozes! E a nossa velocidade é a velocidade lançada na amplitude do arco do centauro. Essa é a nossa vida: não tem como perder tempo! Quando nós esticamos a bolha do sofrimento, a bolha do apego... Depressão, machucados... Precisa? A flecha é uma e a velocidade é uma: a minha. Eu posso ser um centauro com essa amplitude do arco e com a velocidade da flecha. Trazer a reconciliação com nosso ser veloz.

É belíssima a meditação do centauro: se vejam na amplitude do arco, que permite ao centauro se assentar no próprio ser humano, que é um uroboro, um ciclo fechado, que não tem esperança... Nesse planeta nós experenciamos a morte, nós bebemos a mesma água dos dinossauros, na mesma energia nós surgimos com feições diferentes, mas a energia é a mesma: de morte. E nós viemos pra quebrar esse ciclo de morte com o nosso nome, trazemos luz, trazendo o divino e a flecha.

Nessa velocidade, essa é a nova regra: não tem tempo a perder. Por que? De onde surge essa flecha? “De onde o centauro lança essa flecha”? De escorpião, das nossas cavernas! Cada memória nossa, humana, nas cavernas, é daí que ele vem buscar. Esse é o centauro: metade humano, metade cavalo, por isso ele pode lançar a flecha: ele viu e ouviu além das cavernas e das nossas lembranças.

Estica o arco, pega a flecha e lança. O que lançar? O meu nome, Por isso temos logo depois um Capricórnio: essa terra adulta, forte, feminina, responsável. Essa é a grande responsabilidade que Saturno, essa grande mãe, vem nos lembrar, de 7 em 7 anos: nosso fogo, nossa força, nossa responsabilidade. Nosso grande Júpiter, o grande Rei Toth, da Cabala, (3 + 1), onde o planeta Terra é integrado à nova grande regra: a lei da criatividade. Nova vida, novas regras, novas memórias! Esse é o Sagitário do meu sagrado ponto de vista, o Sagitário que eu vivi.

 04/12/2018 

Sol em Sagitário

sol em sagitário"Eu sou uma mulher

As mulheres se perguntam onde eu escondo o meu segredo.

Não sou vistosa, nem desenhada para vestir medida de modelo,

Mas quando começo a falar de mim

Acreditam que esteja contando histórias.

Digo para elas 

Que é no espaço do meu abraço

É na amplitude do meu quadril

É no andar dos meus passos

É no desenho dos meus lábios

Que sou uma mulher

Intensamente

Sou uma mulher fenomenal.

Quando entro em um lugar 

Desenvolta como você gosta

E vou ao encontro de um homem

Todos os outros levantam de pé

Ou caiem ajoelhados

Pois eles pairam ao meu redor

Como abelhas com mel.

Eu digo a elas

Que é o fogo do meu olhar

Que é o esplendor do meu sorriso

É o balançar da minha vida

É a alegria dos meus pés

Sou uma mulher 

Intensamente

Uma mulher fenomenal

Isso eu sou.

Também os homens me perguntam

O que enxergam de mim

Eles tentam de verdade

Mas não conseguem tocar

A essência do meu mistério

Digo para eles

Que é no arco da minha coluna

É no sol do meu sorriso

É no percurso dos meus seios

É na graça do meu estilo

Aqui estou eu

Agora pode compreender

Porque quando ando, não abaixo minha cabeça."

Maya Angelou

Escorpião; o mago interior

signo escorpião Existem no Zodíaco três manifestações diferentes de energia; Cardeal, Fixa e Mutável. As três energizam o Útero Cósmico Zodiacal com movimentos de arranque (Cardeal), de condensação, (Fixa), e transmutação, (Mutável). Um ciclo Uroborico, onde o que se inicia, se solidifica e, no completar-se, se transmuta para, em um salto quântico, realizar-se um novo início. De comum acordo, a ciência astrológica define os signos que se movem em uma energia Fixa como portais dos Avatares. 

O signo Fixo do elemento fogo é Leão, do elemento terra é Touro, do elemento ar é Aquário, e do elemento Agua é Escorpião. Todos eles têm o legado de estabilizar a energia cardeal que os precede. Na sequência Zodiacal, Touro ancora a força vital que surge na urgência de ser vida, Leão ancora a expressão vital, que se reconhece pertencente a uma família, no arquétipo do ego, Aquário ancora o novo homem que renasce com a consciência cósmica. Escorpião se encontra entre a densidade leonina e aquariana. O seu oposto é a energia taurina, densidade da urgência de ser vida, o indivíduo.

Posicionar o signo dentro do Zodíaco é indispensável para uma real interpretação arquetípica do signo em questão. Escorpião, então, é o terceiro movimento energético fixo, sua posição revela a transição entre a forca centrípeta do ego, Leão, e a forca centrípeta da consciência cósmica, Aquário. A tensão oposta a esse signo fixo de água, é Touro, que, no seu movimento de ancoramento da vida individual, que explode em Áries, traz a forca da posse, a afirmação saudável “eu sou meu!”. O oposto dessa proclamação de posse e outra afirmação, “eu sou teu!”  Meu – Teu. Duas forças fixas, quer dizer, densas, centrípetas, movimentos energéticos estáveis, imóveis, arraigados. 

Nesse sentido, o “Meu” significa um movimento energético fixo de Terra, que dá um “peso” visível, palpável, audível e olfativo a intensa energia da urgência cardeal de ser indivíduo; energia, essa, de fogo, impulsiva, impulsora, totalmente individual e original. O grito do ser vivo que surge do silêncio sem forma de Peixes. Eu! Áries explode. O ‘Meu’ Crava energeticamente Touro. Em uma solidariedade irremovível, o signo fixo de terra, condensa um corpo cravejado de sentidos que devolvem tudo que entra em contato com o ser vivo, para dentro, em um movimento de reflexão, de posse. A plena dedicação de Touro é o movimento fiel de SER EU, a segurança de que EU, vida, SOU MEU. 

Sempre me encanta a forca da energia fixa, o amor fiel que se revela como peso, ou seja, fidelidade a uma experiência tão frágil e incerta, qual é um início. O signo fixo não pensa, não discute, ela simplesmente é a manifestação sólida e inamovível frente a exigência de segurança que qualquer início precisa. Mais que acolher, CONFIRMA, SOLIDIFICA E FINCA o que era um broto de projeto. 

Escorpião se põem em oposição, com toda a força também de energia fixa, como refutação, contestação a Touro. Uma força tanto quanto sólida e arredável, do lado oposto se estabelece: o “TEU”. No nosso mapa podemos visualizar onde proclamamos, em oposição e com a mesma força e fidelidade, a nós mesmo: EU SOU MEU e EU SOU TEU. Touro é a expressão fiel e sólida de Áries, Escorpião é a expressão segura e inamovível de Libra. Essa tensão existente no nosso mapa se chama o eixo da segurança. Em uma interpretação de mapa, quando queremos entender qual é a forca energética que expressa o significado arquetípico de segurança, olharemos o eixo Touro – Escorpião.  

O “TEU” se expressa em Escorpião na parte do mapa que chamamos do Pensamento, aqui começa a metade superior do mapa Zodiacal, podemos chamá-lo de um novo início, um novo Leste, afirma a astrologia humanista. Na posição do Zodíaco, na eclíptica, esse ponto do mapa corresponde ao equinócio, assim como o seu oposto, Áries. Libra representa energeticamente esse novo começo na sua força cardeal de Ar. Recomeçamos, essa vez a partir do pensamento, diz Libra à Áries. Podemos então dizer também que a casa 7, que projeta a energia de Libra pode ser a casa 1 e, então, Escorpião, projeta a sua energia na casa 2. 

Os alquimistas, para transformar uma substância em outra, usavam um forno, Athanor, era introduzido nele uma substância e com a ação noturna e negra de Mercúrio, a substância era diluída; e atrever da ação do fogo transubstanciada em uma nova liga. Uma radical mutação, uma morte do que era, seguida por uma vida totalmente OUTRA, fixada pela força do fogo.  O forno se tornou símbolo da grande Obra da Alquimia, a magia de saber transubstanciar uma substância em outra. 

O microcosmo, na noite da dissolução, se entrega ao fogo do Sol eterno, se faz capaz de se reconhecer no esplendor e no equilíbrio do macrocosmo. Um salto feito na noite da absoluta fé, onde desisto, microcosmo, de o que é meu e me volto à grande Luz. Nesse encontro nasce um novo luminoso meu, que se chama Amor. No novo Leste, o sol surge, não a partir da minha interpretação individual, mas o novo dia surge a partir de um valor que nasce de onde eu venho e não de onde eu estou. O que me move é o pensamento-intuição. 

Os antigos Herméticos eram iniciados em Alexandria, em um templo onde precisavam descer nas profundezas da terra e ai, na imobilidade e no silêncio, recebiam a grande revelação da própria dignidade: ser parte da criatividade divina. Obtinham a percepção da centelha divina. Uma iniciação à uma nova forma de conhecimento, que os fazia capazes de procurar Deus em si mesmos, onde estava a verdade interior. Uma iniciação que os deixavam livres de qualquer necessidade de cultos externos e hierarquias. O hermetismo acredita que em cada um de nós exista uma centelha divina e, para expandi-la, é necessário falar com ela. E para falar com ela é preciso conhecer a sua linguagem. Essa é a força arquetípica Cardeal de Libra: a força do pensamento, a partir da centelha divina que habita em mim. Isso é o significado arquetípico do encontro, do novo leste, do novo início de uma nova iniciação.

O novo Leste surge dentro mim, dentro de você, dentro de cada um de nós! Esse movimento energético se entrega ao outro movimento energético, o de Escorpião. A força cardeal do elemento Ar deixa a sequência da grande Obra a força fiel do signo fixo de água.

Lembra aquela força oposta, determinada, cravejada taurina...precisa morrer! O pequeno senhor das pequenas coisas e dos pequenos egóicos reinos precisa se dissolver, os reduzidos sensores e preceptores do mundo, chamados sentidos, estão prontos para se transubstanciar na forca sensitiva divina. A energia da balança, o pensamento justo respeito a mim, ao quem eu sou, me faz capaz de entrar nas águas de fogo de Escorpião, onde fazemos a grande experiência de transubstanciar a força “egóica” leonina em forca gratuita e amorosa do “amor-servir-o outro”.  Libra, esse novo leste, novo equinócio, revela, assume, reorganiza a partir de um Encontro, a caminhada do nosso herói interior. 

Por onde irei caminhar agora que TE vi transbordante de amor criativo, se não definitivamente morando em TI! TEU, porquê estou pronta para o transplante de memória nas águas de fogo do ‘Athanor’.

TEU, para sempre declara o herói interior, pronto para entrar nas mais profundas e arraigadas memórias emoções do próprio ego e pela força do novo AMOR morrer e matá-las, uma a uma. O que morre é tudo que é limitado, qualquer condição baseada na individualidade, restrita ao Ego, não só no sentido físico, material, mas também espiritual. E nesse grande vazio, cravejar na energia fixa o novo sol, o novo norte, o novo porto seguro: TEU.

O que se iniciou em Touro, se revela em plenitude em Escorpião. Na força da posse surge como fogo a nova memória cósmica de pertencimento: TEU E POR ISSO ENTREGUE.

Não é por acaso que a saída da via Láctea é entre Escorpião e Sagitário. O deus Anúbis, deus dos mortos, nos guia no tramitar de um novo dia, de uma nova galáxia de um novo ciclo, o último, Sagitário. O reino dos Justos!

Antonella Grossi

Libra: O significado do Arquétipo da Balança

signo libra astrologiaO Zodíaco é organizado a partir do planeta Terra em quatro direções: Leste, Oeste, Norte e Sul. Na Astrologia Tropical ocidental o eixo Leste – Oeste representa os dois equinócios, o equilíbrio entre dia e noite, respectivamente o momento exato do começo da Primavera e do Outono. Independente do Trópico onde estamos, o signo de Áries representa o Arquétipo da primavera e Libra o arquétipo do outono.

Em Libra, o outro lado do mapa, respeito a Áries, leste, chegamos no oeste do Zodíaco e, assim, nesse ponto temos uma visão diametralmente oposta à vista que tínhamos no leste do Zodíaco, em Áries. Quando estou no meu Ascendente e, em específico na casa de Áries, eu tenho uma visão e, quando estou no Oeste, em específico na casa de Libra, eu tenho uma outra visão, não só diferente mas também oposta!

"Que ele possa ter a habilidade de refletir sobre o outro lado das suas ações."

Assim Martin Schulman se refere a Libra na sua “Lenda sobre as doze crianças”, quando aprendo o caminho arquetípico do leste ao oeste, eu aprendo a ver o meu caminhar a partir dos dois lados opostos, isso quer dizer, que eu aprendo a REFLETIR sobre as minhas ações.

Tem um tempo para tudo, um tempo para o broto, Áries, e um tempo para a semente, Libra. Um tempo, a Primavera, para impor a força da minha ação e um tempo, o Outono, para refletir sobre o INTEIRO, o arquétipo onde a minha ação assume a essência do seu significado. O germinar e o ser semente. O ser individual e o ser parte do COLETIVO.

Leste e Oeste, Eu e o OUTRO. Ser quem eu sou na reflexão de ONDE EU VENHO.

O grande portal de Libra leva finalmente o ser galáctico terráqueo, nós, a vermos nossa Luz; ele sai definitivamente, pela último movimento alquímico de Virgem, do arquétipo noturno, para entrar no arquétipo da luz, quer dizer, que lhe é revelado o seu significado INTEIRO e não mais fragmentado.

No movimento energético do signo da Balança nós escutamos, além do próprio nome-som-vibração-fragmento, um outro nome-som-vibração. O que Martin Schulman nomeia como “..o outro lado das suas ações”.

Libra faz parte do Triângulo do elemento Ar, junto com Gêmeos e Aquário. O signo de Aquário  movimenta-se com uma energia fixa, ou seja, para dentro, uma energia de condensação e interiorização. Gêmeos, já, é um movimento mutável, alquímico, que transmuta o que foi enraizado, processado, compreendido. Libra se expressa como um movimento cardeal. Inicia uma nova evolução dinâmica e eleva em um salto quântico o nosso entendimento de Ser. 

Áries também é uma energia Cardeal e inicia um salto quântico individual, exclusivamente prospectado à individualização da vida. O lado oposto de Áries, pelo aponto, Libra, leva com a sua força cardeal, a afirmação individual de Áries no INTEIRO ao qual pertence, ao arquétipo coletivo. Esse signo escuta além do próprio NOME, o seu assim, podemos dizer, SOBRENOME!

O elemento Ar, é a força masculina, vertical e, então, mística do nosso ser galáctico e pertencente a esse planeta terra. O elemento Ar é a nossa capacidade de SABER conscientemente quem nós somos e então de onde viemos. No elemento Água e Terra, feminino, nós sabemos a qual condição horizontal queremos pertencer por um ato de Amor. O feminino é a consciência de saber a qual memória horizontal, cíclica e finita queremos pertencer para entregar com generosidade e perfeição a nossa ação de Luz Divina, o nosso Dharma.

Ar é o elemento “místico” do nosso mapa astral. Ele é a nossa memória VERTICAL, que permite ao Fogo de não se perder no próprio impulso de plena ação amorosa e generosa. O elemento Ar sempre em oposição ao elemento Fogo, lhe dá a direção, quer dizer, o motivo pelo qual aje.

Assim como o arquétipo do outono, Libra, dá ao arquétipo da primavera, o próprio significado de ser “início-indivíduo”, Libra devolve a Áries o significado completo, “o outro lado das suas ações.”

Libra é o início de um novo arquétipo, o arquétipo do Inteiro. Libra é a plenitude de Áries! Libra é a plenitude do nosso instinto Ariano. É o significado Arquetípico que nos permite de ser confiantes nos nossos impulsos, o Signo da Balança nos faz reflexivos dentro do nosso impulso de Ser, reflexivos, se entende, conscientes do VALOR do nosso instinto.

"Para você Libra dou a missão de servir, pois o homem deve estar ciente do seu serviço para com os outro. E, que ele possa aprender a cooperar, bem como ter habilidade de refletir o outro lado das suas ações. Eu colocarei você em todo lugar onde haja discórdia e pelos seus esforços lhe darei a dádiva do Amor." As doze crianças de M. Schulman

Sua carreira e a Astrologia

signos meio do céu astrologiaQual é o meu signo? Onde se vê no mapa sobre meus ganhos financeiros? Quem é o meu amor? Qual é a minha carreira? A Astrologia e, em específico o desenho criado pelas posições dos astros no céu no momento em que eu nasci, o assim chamado Mapa Astral, é visto pela maioria como uma “bola de cristal”, uma mágica que me proporciona todas as informações que eu preciso, nos variados momentos da minha vida.

Existe sim uma magia, devo admitir, a magia de encontrar um sentido mais claro respeito ao que eu estava sentindo lá no fundo do meu pensamento, mas não tinha coragem de admitir! É a magia do reencontro com a força do meu poder de saber escolher o que é sadio, feliz para mim. Independente de todo o barulho de conselhos, crenças, opiniões e expectativas que atacam o nosso pensar a todo momento do dia-a-dia.

Dentro desse desenho, que se constrói energeticamente a partir das posições dos astros no momento do nascimento, existe um GPS, uma guia. Nós a chamamos de áreas de experiências, que dependendo do tipo de energia que recebem, os Signos Zodiacais, orientam o dono do mapa a fortalecer aquela escolha, as vezes frágil ou perdida, entre tanto barulho, mas que, quando a recolocamos na nossa frente, ganhamos sentido.

A assim chamada casa 10 é a área do trabalho, vendo o mapa como GPS, quando colocamos a palavra trabalho, o mapa Astral nos direciona nesse lugar, casa 10 ou Meio do Céu.

O signo que está nesse lugar do mapa Natal não indica especificamente o tipo de carreira, indica o tipo de energia ideal que o trabalho pode ter para eu poder ser competente, criativo, e então, feliz. 

Signos assim chamados de Fogo; Áries, Leão e Sagitário, indicam uma carreira onde para poder desenvolver a minha energia criativa, afirmativa e autônoma, necessito de um trabalho que me permita ter mudanças na rotina, liberdade de opinar e possibilidade de viagens. 

Signos assim chamados de Terra; Touro, Virgem e Capricórnio, são perfeitos para cargos de confiança e de administração, onde a rotina é estabelecida e as ordens são bem claras. São signos que realizam a pessoa, quando esta pode expressar a sua responsabilidade e fidelidade ao trabalho.

Signos com uma energia de Ar; Gêmeos, Libra, Aquário, revelam necessidade de um trabalho onde as capacidades intelectivas e de interações com pessoas, ideias e mídias são indispensáveis para a pessoa se expressar com criatividade e eficiência. Trabalho que tenha possibilidade de usar em maneira livre e criativa o dom da palavra e da escrita.

Os signos de Água; Câncer, Escorpião e Peixes, trazem energias de sentimentos e emoções, se encontram bem em trabalhos ligados à saúde psicofísica das pessoas, a grande capacidade de escutar e entender o outro, indica trabalhos pedagógicos, terapêuticos e médicos.

Como Astróloga, certamente, posso dizer que esta descrição acima quer dizer tudo e quer dizer nada! Cada parte do Mapa se revela a partir do Mapa inteiro. Assim como o GPS, nos orientamos, respeito a indicação do endereço, só a partir do mapa inteiro da cidade. 

A partir disso, eu aconselho sempre para os vestibulandos a fazerem o Mapa Natal, uma interpretação guiada e profunda que permite esclarecer o que é crença e o que é verdade no momento da escolha, para uma realização futura.

Antonella Grossi Barreto

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