Eixo Sagitário - Gêmos: ritual de lua cheia

signo sagitario astrologiaConfira a Aula Aberta de Astrologia, por Antonella Grossi Barreto, ministrada durante o Ritual de Lua Cheia, transcrita na íntegra:

Esse é o grande eixo mutável: Sagitário e Gêmeos. Fogo e ar que dialogam entre eles. A Lua Cheia é o momento mais tenso de toda lunação. É o momento em que a lua nova, já madura, adulta, visita o próprio oposto, visita o ponto sagrado de vista que nem imaginava que podia existir, e não apenas visita, mas se ilumina e se alimenta de uma energia totalmente oposta à força que a significa. Plena tensão, e por isso, pleno esclarecimento. Onde Sagitário em toda plena força se declara e se esclarece na própria energia. Um diálogo de profundo amor, porque é um diálogo de imenso respeito.

 O ciclo lunar, que é o ciclo mais próximo do nosso ser, da nossa maneira de viver, é o ciclo que melhor nos ensina a nos relacionar, e essa plenitude é a revelação do significado do relacionamento. É estar com o outro sem obrigar que o outro seja quem eu quero que ele seja. Isso é ser maduro, adulto, essa é a lua cheia! Onde a criança vive serena porque o adulto está em casa e sabe guiar. E aqui nós estamos, dentro da Mandala Astrológica, nós chamamos ‘Eixo da Comunicação’. Em ambas as lunações nós temos a grande oportunidade de aprender a comunicar. E essa lua geminiana, com todo significado sagitariano, é a força da nossa casa: onde não cabe mais ninguém, senão eu mesma.

E toda noite, quando adormecemos, temos que lembrar de não deixar nada que somos fora de casa, estar prontos para dar liberdade para tudo e todos que não somos: crenças, nomes. Dormir com o som do meu nome, a força do som, onde cabe exatamente o som que eu pronuncio. Não cabe outro, nem meio som. Eu pronuncio o meu nome, e esse nome eu escutei em um lugar e por isso eu sei pronunciar. Demoramos nove meses na barriga e depois mais nove meses fora da barriga para pronunciar nosso nome. Temos que escutar para depois conseguir pronunciar. Precisamos escuta-lo várias vezes.

O nosso nome vibra como uma força energética, quântica, que vibra na sinfonia do universo. O nome que eu escolhi, a vibração do meu nome ligado ao fio dourado de uma estrela: luz da noite do universo! Esse nome eu escutei, e por isso, eu sei pronunciar. Esse nome é o nosso mapa: nosso nome celestial. Esse imenso amor criativo faz com que meu nome seja único no amor no qual foi pronunciado: eu escutei, por isso sei pronunciar.

Eixo Sagitário/Gêmeos

Quando Sagitário chega, em sua própria plenitude na casa de Gêmeos, o meu nome, que eu sei pronunciar, se encontra plenamente com quem pronunciou o meu nome. O grande amor divino visita o meu nome. Eu me reconheço, eu honro e agradeço.

O primeiro movimento de ho’ponopono é com nós mesmos: Eu te amo, me perdoe se eu fiquei tão longe de você, do meu nome, que você pronunciou e eu escolhi. E Sagitário se manifesta plenamente na escuta de Gêmeos. E nessa força do amor, um cabe no outro. Não só cabe, mas se expressa plenamente no movimento energético geminiano. Eu te amo. Eu pronuncio e eu escolho.

Por isso, nesse eixo de comunicação, podemos escolher esse grande mantra: “O meu nome me lembra que pertenço a mim”. Porque só quando eu tenho um pertencimento eu posso dialogar com o outro, só quando eu literalmente pertenço a meu nome eu posso escutar o outro sem roubar ou delegar nada pro outro, só porque eu tenho o meu nome.

Esse é o eixo da fidelidade – quanta quebra de estereótipos! Esse é um eixo místico, da fidelidade e da escuta, para então, saber pronunciar o que eu escutei: o eixo da memória vertical, que eu me reconecto com a memória que eu quis pra mim. Aprender a escutar e ser fiel ao que eu escutei, e então não tenho mais motivo para roubar, delegar.

É importante perceber quando estamos assim (não escutando), podemos parar e perguntar. Peça ajuda a um amigo: pronuncie o meu nome, me ajuda a voltar pra mim, pra minha casa... Por isso que eu gosto da forma de meditação que em vez de esvaziar, pega tudo, não deixa nada do lado de fora, por julgamento, por vergonha... Você pensou, é sagrado! Quantos pensamentos deixamos do lado de fora? Mendigos! Quantos pedaços do nosso nome deixamos do lado de fora? E quanto mais nós esvaziamos, menos sabemos comunicar. Pedaços do nosso nome que a gente corta: “isso é ruim”, “isso é feio”, “isso não quero”. Nós temos medo de escutar o nosso nome, medo de voltar pra nossa casa...

Comunicar, compartilhar, dialogar: dois logos, dois verbos, duas expressões em plenitude, criativos na própria originalidade. Essa é a lua cheia sagitariana em gêmeos: plena, serena, em casa, em solitude, mergulhada numa galáxia. Mas plena e única no próprio som, no próprio ser. Por isso é o eixo do “ser fiel” e o eixo da escuta, e o eixo das regras. As regras são ditadas nesse eixo: se não tem regras, a gente não consegue comunicar.

Nós não podemos nos comunicar sem regras, quando queremos estabelecer uma comunicação, a gente primeiro tem que estabelecer regras. Quando o outro fala, eu silencio. Esse eixo dita as regras porque escutou: o próprio nome. A primeira grande regra: “eu funciono assim”, “esse é o meu espaço quântico”, e aí o outro pode saber até onde ele pode ir. O meu nome é o meu espaço quântico, se eu não pronuncio ele, se não me refiro a ele, o outro não pode me respeitar, porque não sabe meu limite. Essa é a primeira regra: o teu nome, o teu som, a tua luz.

No oposto temos Sagitário, na força do fogo, conhecemos e recebemos o último signo de fogo que nos coloca prontos, adultos, no lugar onde esse nome foi pronunciado. É o lugar onde escuto além da minha regra, todas as outras regras galácticas e não me perco! É o grande signo da concentração – mais quebra de estereótipos! Ele nos ensina a nos concentrar numa amplitude, a amplitude do arco. É o símbolo do centauro: metade cavalo, metade homem, grande força energética!

 A essência sagitariana

 O Sagitário é a transmutação da vida, quando entro na grande vibração cósmica da galáxia, e escuto o pronunciar de todos os outros nomes, eu entendo quem eu sou. A transmutação começa pelo fogo, pelo amor, pelo entendimento amoroso. É a capacidade de me concentrar na amplitude do cosmos: esse é o significado do arco. Em gêmeos nos aprendemos a nos concentrar e escutar singularmente nosso nome, no sussurro, no ouvido, amor por amor, os enamorados...

 Na amplitude do arco eu escuto meu nome e todos os nomes, e não perco! Não tenho crise de identidade, eu sei quem eu sou. Sintam a intensidade: leve, solto, dono da própria casa e do próprio nome. Sagitário não precisa de ninguém, mas precisa de todo mundo. Não tem apego, não tem rancor. Anda descalço, mora numa casa de príncipe e dorme no chão. Não curte salário fixo, não curte concurso. Respeite! A capacidade de se concentrar no próprio nome e na grande sinfonia dos nomes cósmicos: expansão!

É o grande trabalho que Sagitário faz: pra manter a amplitude do arco é uma luta, a dor da conversão, da transmutação, todo signo mutável sente essa dor. É uma profunda mutação, muda de gênero, é uma luta interior pra se manter livre! É limpar a própria casa antes de dormir, porque não cabe. Ele traz novas regras.

Entre Escorpião e Sagitário é a abertura da galáxia onde posso sair e entrar, para entrarmos no último ciclo: o ciclo mais maduro do zodíaco, o ciclo do ser humano consciente, e então, adulto.

E isso pode representar a capacidade de ver. Sobretudo, quem tem Netuno ou Urano em Sagitário são visionários. Enxergam as presenças quânticas, os seres, elementais... E vivem sozinhos, em profunda solidão. Porque não podem viver isso: “isso é feio”, isso não é bom”, e aí tem que engavetar.

Quando chegamos em Sagitário vemos de onde viemos. E por isso o Sagitariano precisa aprender a se concentrar, não excluir, mas acreditar que cabe dentro dele, existe a capacidade de esticar o arco. Em sagitário nós fazemos essa experiência de poder ver, finalmente, com os nossos olhos de fogo, de poder sentir, finalmente, de poder dar visão e ouvido, a essa grande saudade da de nossa casa, a grande saudade sem nome, que ninguém sabe o que é... Sagitário nos traz a força, a coragem e a amplitude do arco pra ver.

Tem uma saudação de um povo africano que o Roberto Crema traz que é a pura força sagitariana: “Eu te vejo” e o outro responde: “Estou aqui”. Pronta, pra tocar pra você a minha sinfonia. Por isso que o sagitariano ama a comunidade, se sente bem. Nunca coloque-o na casinha do caranguejo: papai, mamãe e trabalho. Ele morre! Saber se conhecer e conhecer a própria parceira, a mãe, o pai, saber reconhecer onde eu tenho esse Sagitário para me concentrar na amplitude do meu arco. E aí sim, eu posso fazer a experiência seguinte do Sagitário: a flecha.

As galáxias são uma dança incessante, a uma velocidade que a gente nem pode imaginar. A adrenalina da velocidade... Já experimentaram? Um carro, uma moto... É a saudade da velocidade. O que é a depressão? Quando eu paro de ser veloz. Quando estou triste eu paro, eu desisto do movimento e meu corpo para. A nossa natureza é veloz. Pensa no movimento do nosso sangue: nunca cansa de correr, pra cima e pra baixo. Nós somos velozes! E a nossa velocidade é a velocidade lançada na amplitude do arco do centauro. Essa é a nossa vida: não tem como perder tempo! Quando nós esticamos a bolha do sofrimento, a bolha do apego... Depressão, machucados... Precisa? A flecha é uma e a velocidade é uma: a minha. Eu posso ser um centauro com essa amplitude do arco e com a velocidade da flecha. Trazer a reconciliação com nosso ser veloz.

É belíssima a meditação do centauro: se vejam na amplitude do arco, que permite ao centauro se assentar no próprio ser humano, que é um uroboro, um ciclo fechado, que não tem esperança... Nesse planeta nós experenciamos a morte, nós bebemos a mesma água dos dinossauros, na mesma energia nós surgimos com feições diferentes, mas a energia é a mesma: de morte. E nós viemos pra quebrar esse ciclo de morte com o nosso nome, trazemos luz, trazendo o divino e a flecha.

Nessa velocidade, essa é a nova regra: não tem tempo a perder. Por que? De onde surge essa flecha? “De onde o centauro lança essa flecha”? De escorpião, das nossas cavernas! Cada memória nossa, humana, nas cavernas, é daí que ele vem buscar. Esse é o centauro: metade humano, metade cavalo, por isso ele pode lançar a flecha: ele viu e ouviu além das cavernas e das nossas lembranças.

Estica o arco, pega a flecha e lança. O que lançar? O meu nome, Por isso temos logo depois um Capricórnio: essa terra adulta, forte, feminina, responsável. Essa é a grande responsabilidade que Saturno, essa grande mãe, vem nos lembrar, de 7 em 7 anos: nosso fogo, nossa força, nossa responsabilidade. Nosso grande Júpiter, o grande Rei Toth, da Cabala, (3 + 1), onde o planeta Terra é integrado à nova grande regra: a lei da criatividade. Nova vida, novas regras, novas memórias! Esse é o Sagitário do meu sagrado ponto de vista, o Sagitário que eu vivi.

 04/12/2018 

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