O meu corpo; o meu Vaso Interior

cancer signo astrologia caranguejoO arquétipo do Corpo-Vaso indica um INTERNO, um DENTRO obscuro, não visível, desconhecido. Todas as nossas pulsões e necessidades surgem do interior do VASO, quer dizer, um movimento não visto, impossível de ser controlado pelo nosso raciocínio, crenças ou paradigmas. 

Esse lugar desconhecido e ao qual totalmente pertencemos é QUEM NÓS SOMOS, por inteiro. Nos reconciliarmos com a nossa noite, com o que nos representa, e que ao mesmo tempo não sabemos controlar com o nosso raciocínio, é restabelecer um contato com a nossa origem.

“A concretude física do Corpo-vaso, cujo interior permanece sempre obscuro e desconhecido, é a realidade do indivíduo, o local onde ele vivencia todo o mundo instintivo do inconsciente… a partir da escuridão do corpo-vaso nós entramos em contato com todo tipo de ânsia, dor e pulsão”  E. Neumann

A REALIDADE é o que move e concretiza a nossa vida. O movimento energético do signo de Câncer devolve para nós essa pergunta que já ecoava no movimento energético de Gêmeos: O que é real para mim?

“O feminino não é apenas um vaso que, como qualquer corpo, contém algo dentro de si. É, ainda, tanto para si, como para o masculino, a VIDA-VASO. É o recipiente onde se forma a vida, continente de todas as coisas vivas, as quais depois descarrega no mundo.” E. Neumann

A força feminina faz de nós seres capazes de conter, proteger e nutrir QUEM ainda não é esclarecido para nós e ao mesmo tempo é amado e apreciado, tanto podemos que compreender, nutrir e proteger. Essa é a nossa GRANDEZA, viver e ser o que racionalmente não é ainda claro e audível. 

O masculino, a partir dessa visão primordial, que dizer, matriarcal, aparece como o pequenino que surge do VASO-CORPO-VIDA. O movimento energético do signo de Câncer representa perfeitamente esse arquétipo, a mãe-útero-vida, capaz de dar nutrimento, calor e proteção ao pequeno FOGO criativo que ela acolheu. 

"O que é gerado na força de relação entre feminino e masculino logo é depositado no grande vaso-mãe-mulher. Todos os nossos saltos qualitativos, que acontecem pela força criativa do inteiro que nós somos, são protegidos e nutridos por um tempo necessário na grande noite do CORPO-VASO. “Essa é a fórmula básica do estágio da vida matriarcal.” E. Neumann

O poder do feminino é enxergar na noite obscura do inconsciente um poder forte e corajoso, que permite ao nosso masculino se fortalecer, para se denominar luz-ação ao sair da própria noite. Esse poder se expressa com a capacidade de conter os dois opostos: a luz e a sombra em potencial, o sim e o não à vida. Tudo o que precede a força-luz da escolha.

“A humanidade primitiva e o estágio matriarcal, não são entidade históricas, nem arqueológicas, mas sim, realidade psicológicas cujo poder decisivo sobre o destino ainda está vivo no âmago da psique do homem moderno.” E. Neumann

Então se faz fundamental aprender a incluir, como mulher e como homem, o próprio feminino e o masculino, para que possamos reaprender a conectarmos com a própria mãe psíquica,  o próprio feminino, o que aqui chamamos de CORPO-VASO.

Quando isso é negado por uma educação cultural de exclusão do feminino ou masculino, para o homem o encontro com a mulher resulta conflituoso, porque se projeta nele o conflito com o próprio feminino excluído no desenvolvimento do ser adulto. Assim também é para a mulher, reagindo de forma agressiva ou depressiva à força masculina-ação, que também foi excluída na desenvolvimento do seu ser adulta.

“Os antípodas vivem em nós. A nossa Alma é um oceano, um espaço onde o tempo não tem papel algum ou todo caso, não aquilo que nós acreditamos. Nós participamos a uma consciência de Estirpe.” Erich Baun.

Essa consciência não conhece separação ou exclusão, mas sim, na grande noite da compreensão, vive a manifestação dessas duas forças inseparáveis, o feminino e masculino, manifestação plena da própria criatividade.

“A saúde e a criatividade de todo o ser humano depende, consideravelmente, do fato de sua consciência poder viver em paz com essa camada do inconsciente. Quando isso não acontece ele pode consumir-se em hostilidade contra a mesma.”

O movimento energético de Câncer nos devolve a esse grande desafio: a reconciliação com o nosso útero-vaso-corpo-feminino. Lugar de onde surgimos como um Sol da meia noite, corajosos, inteiros, compreensivos da força do nosso masculino dentro do nosso feminino. Harmonia natural do nosso ser vivente!

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