O verdadeiro discípulo deve tornar-se MÃE do DEUS vivo!

signo virgem saltoQuando o bebê se dispõe a mamar o leite da mãe, dentro dele existe uma “esperança” que lhe diz: - eu sei fazer isso! – Quando a criança desce do colo da mãe e começa a querer caminhar, tem uma “esperança” que lhe diz: - eu sei caminhar! – e quando cai, ele se levanta com a mesma esperança que lhe dá a certeza que ele sabe fazer isso.

Existe dentro de nós a esperança de ser divinos! A pureza do pensamento que se densifica na força transmutante do movimento virginiano tem essa tarefa; recordar a esperança de sermos divinos, dessa maneira, justamente quando na tentativa de ser o QUE NÓS SOMOS, nós erramos. É a mesma esperança de saber que eu sei caminhar, quando ainda eu nem sabia como isso se fazia e, nas minhas tentativas, eu caia. 

O pensamento puro é a nossa determinação a permanecer na esperança de sermos divinos no momento do erro. Ele é puro porque não existe culpa nesse movimento ou, menos ainda, decepção. Existe esperança de saber QUEM EU SOU. Puro, como o pensamento corajoso da mãe, que ao cair do filho, o ajuda a levantar e o deixa tentar de novo, e de novo, até conseguir. No olhar dela não existe julgamento ou culpa, mas, sim, o sorriso e certeza ao levantar o próprio filho. A certeza da ESPERANÇA.

O erro representa um lugar de transformação, ele acontece quando saímos de uma zona de conforto e ousamos ir para frente, assim como o bebê que quer sair do tenro e seguro colo da mãe para aventurar-se em um novo estado de equilíbrio. Qual é a tua relação com os seus erros e como você se aproxima do erro do outro? Porque somos tão escandalizados e frustrados pelo não estar capazes?

As nossas crianças na escola tens um único objetivo: não deixar revelar o erro, quer dizer, a ousadia de explorar um novo conhecimento e, assim, se expor ao erro certo! Quantas descobertas importantes no âmbito da ciência foram feitas a partir de erros?

Quando saímos do movimento sadio e inteligente da esperança, entramos na bolha da pretensão. Nos afirmamos como seres inteligentes, necessariamente, isentos de erros. Esse é o grande desafio do movimento energético Virginiano, ser solidão com a própria verdade, quando nos dispusemos a um salto no escuro, no desconhecido, onde o que já somos, não é enxergado se não com a coragem da experiência.

"Ser criativo é ser um instrumento de transformação; é usar as crises tão plenamente que elas passem a significar metamorfoses eficazes e bem-sucedidas."Rudhyar D.

Dentro do mapa de Nascimento além de reconhecer os doze signos, ou seja, os doze movimentos energéticos que formam o Zodíaco, existem doze casas, quer dizer, doze projeções desses mesmos movimentos. Cada casa se refere a um signo em específico.

O movimento energético de Virgem se projeta em toda a sua beleza e força na casa 6. Ela representa tradicionalmente a casa da rotina, assim como, a casa da saúde. Ela também pertence ao triângulo do trabalho, junto com as casas 2 e 10.

Saber lidar com o erro, com a frustração de não saber AINDA, com a desilusão de não ter AINDA chegado à plena metamorfose, de estar a caminho e não na chegada do significado de QUEM EU SOU; isso é rotina, saúde e trabalho!

"Precisamos confrontar as causas do fracasso ou frustração objetiva e desapaixonadamente, como à distância, porém com compaixão e sem sentimento de culpa. Isso é desapego e é também o que realmente significa separação. A separação não exclui empatia: ela cria distância, e a distância é essencial à avaliação do que acabou de acontecer. " D. Rudhyar

O desaponto do fracasso é a natural resposta à certeza-esperança de QUEM NÓS SOMOS; colocar uma distância é aceitar, com dor, que ainda não chegamos ao QUE JÁ SOMOS. Por isso, precisamos ser inteligentes, quer dizer, empáticos com o que realmente aconteceu. Saber olhar o erro no inteiro, desistindo do julgamento que nos deixa cegos. Deixar que os sentimentos daquele momento possam vir a tona, eles permitem de olhar com clareza e, portanto com pertencimento, ao erro.

Qual era a real motivação que me levou ao desequilíbrio do erro? Com qual sentimento estava  me deparando nesse lugar desconhecido? O sentimento nos devolve ao pertencimento do erro e, a partir dessa empatia, podemos começar a metamorfose. A verdade empática não nos acomoda na frustração, mas nós levanta, nos esclarece, e nos transforma.

Adquirimos memórias ao avaliar o erro, adquirimos novos equilíbrios ao cair no desequilíbrio. Se separar do erro, não precisar se repetir de novo, acontece somente no entendimento e este, para nós seres humanos, se realiza só no pertencimento. Sentir é se transformar!

Eu lembro dos meus erros como grandes oportunidades de transformações, lembro a dor e também a determinação a não me culpar, e nem permitir o outro a me culpar. "Não ouse me culpar", era o meu mantra, no entanto que, como em um mosaico recolhia os meu pedaços, sobras de erros gritantes. Descer no sentimento que me levou a errar, foi a maior dor que já senti. A memória dela me emociona. Quando toquei os meus sentimentos tive a possibilidade de tocar os sentimentos de quem machuquei, no desequilíbrio do meu erro.

Berth Hellinguer se expressa maravilhosamente quando convida a viver a frase “sinto muito”, que significa, sentimento, pertencimento, empatia, compaixão. Sentir o meu erro e sentir a consequência dele nos meus queridos, na sociedade, no cosmo. Essa nova consciência tão verdadeira e amorosa, onde eu reconheço o quanto é frágil e vulnerável o “lugar” onde eu escolhi trazer a Luz de QUEM EU SOU. 

Como é noturno e desequilibrado o “espaço-tempo” dessas núpcias de Amor louco, meu ser matéria, que dizer Máter, e a minha consciência divina, o meu sonho de Luz, o meu Dharma. Quão longo e doloroso caminho de transformação e metamorfose. Dança louca e intensa é o amor de SER QUEM EU SOU.

O lugar do erro é noturno e por isso metamorfizante, transformador. A terra Virginiana é o movimento energético onde aprendo na eventualidade do erro a separar o que eu desisto de ser, para me transformar em o QUE EU JÁ SEI QUEM SOU. Aqui  o salto, o grande salto que Libra, e a casa 7, logo em frente, nós oferecem. Ser a serviço amoroso do outro. 

Na forte e dolorosa experiência do não ser AINDA QUEM NÓS SOMOS, nos deslumbramos com a força da Esperança, o caminho luminoso que percorremos para alcançar o ponto de chegada, o signo de Peixes.

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