A jornada do Louco

o louco taro A jornada do Louco é na realidade a jornada do Herói, e falar de herói é falar de cada um de nós. A palavra “herói” vem de “Eros”, aquele que serve por amor. Seu objetivo não é pessoal e sim pelo todo, não age em benefício próprio, mas em função de um chamado da alma. O Herói tem como característica principal o altruísmo. Por isso somos heróis do nosso cotidiano, trabalhando e lutando pelos nossos ideais. Nossas ações genuínas são por amor.

Todo herói, na mitologia, tem um vilão. O tamanho do vilão define o tamanho do herói. Ele é o iniciador do herói. O vilão obriga o herói a utilizar todas as suas armas para enfrenta-lo e vencê-lo. O herói não tem problema, tem prova, desafio, trabalho, missão. Como os doze trabalhos de Hércules. E assim acontece conosco, nossos vilões (desafios) nos incitam a utilizar nossas armas; elas são as nossas virtudes, nossos talentos e potencialidades. Destacamo-nos na vida pelas nossas virtudes, que em geral, são mais conhecidas pelos outros do que por nós mesmos. Com as nossas armas, enfrentamos nossos vilões e perseguimos nossa missão, nosso serviço (o viço de ser) nesta existência.

Mitologicamente o herói é filho de um deus e de um mortal, ou seja, tem uma parcela divina, e em toda sua trajetória busca despertar sua divindade. O mesmo acontece conosco, daí a importância de incluir nossa parte divina em todas as nossas ações.

Os desafios nos impõem a interagir com a vida, a conversar com ela. Somente conseguimos fazer isto através dos símbolos e assim nos tornamos heróis do cotidiano. É este herói, simbolicamente representado pelo Louco do Tarô, que inicia sua trajetória passando e aprendendo com cada arcano e assim, aos poucos caminha em direção à sua individuação (busca da totalidade no ser humano, um caminho, não uma meta).

O Louco do Tarô leva este nome não por ser insano, mas porque não se utiliza tanto da racionalidade como a maioria de nós. Não sofre processos normóticos e assim consegue se expressar e caminhar pela vida com mais liberdade e espontaneidade. Portanto a jornada do Louco é a jornada da liberdade, a verdadeira expressão do aspecto humano, integrando o mundo manifesto e a realidade transcendente.

Esta jornada inicia o contato como o Mago-arcano I até a chegada ao Mundo-arcano XXI, representando, o processo de individuação definido por Jung, como um conceito chave de desenvolvimento do herói. À medida que avança em cada símbolo arquetípico, seus sistemas da personalidade tornam-se cada vez mais individualizados e complexos.Paulatinamente seus estados infantis, identificados com os valores do ambiente restrito, familiar e social, alcançam estados de diferenciação e ampliação da própria identidade e consciência. Identidade com a qual já nasceu. Como uma semente que guarda toda informação e força que a árvore possui. O Louco, conforme caminha, passa a ter maior identificação com o self (o si mesmo), para tornar-se aos poucos inteiro, sem necessariamente entrar em conflito com as normas e padrões sociais que o circundam. Assim, O Louco não se divide mais, tornando-se cada vez mais capaz de integrar o consciente e o inconsciente.

O Louco-arcano 0 ou XXII será o herói desta jornada. É o ator principal do Tarô, pertencente ao inconsciente coletivo e às infinitas possibilidades, será o nosso viajante e à medida que experimenta cada energia dos arquétipos do Tarô, conhece também sua consciência. Incauto, reflete a realidade sem máscaras, sem ilusão e sem julgamento. É o filho pródigo, que por diversas vezes retorna ao fluxo da vida. Para ele o importante é ser livre e feliz. Este andarilho visitará cada arquétipo, experimentando, vivenciando, apreendendo e assimilando suas energias. Agrega cada uma delas como se ela fosse. Impulsivo, espontâneo, dono de uma mente criadora e espiritualmente amparado, como já dissemos, recebe este nome, não por algum tipo de desequilíbrio e sim por sua condição de não se utilizar exageradamente da razão. Com toda sua emoção, abre os braços erguidos para o céu e simplesmente, gostosamente o comtempla. Por tudo isso é capaz de chegar a cada etapa da jornada, de forma íntegra e assimilar seus significados.

Nosso herói inicia a sua viagem simbólica, não necessariamente numa ordem específica, o percurso proposto, do arcano I (O Mago) ao XXI (O Mundo), é somente por uma questão metodológica. O desabrochar da vida, no entanto, nos leva sincronicamente a viver o necessário e suficiente, para aquele momento específico de aprendizado. Além da influência das nossas escolhas, baseadas no grande benefício do livre arbítrio. Tal como nossa existência tridimensional, o Louco percorre este caminho dividido em três planos distintos e complementares. O primeiro é plano do arquétipo que reúne os arcanos de I a VII, onde ele encontra os rizomas arquetípicos do Tarô. Mãe, pai, educação, relacionamentos e independência são alguns princípios desta maravilhosa fase da viagem. Segue para o segundo plano, o da humanidade; passa pelo arcano VIII até o XIV. Neste plano, o andarilho se depara com seus conteúdos humanos; a sua força animal e instintiva; o velho sábio, o importante portal iniciático, as leis terrenas de convívio e a necessidade de equilibrar seu caminho; o seu próprio processo de aceitação, o desapego e o grande aprendizado para harmonizar seu mundo interno com suas experiências exteriores. O terceiro e último plano, o da natureza, inicia-se no arcano XV e vai até o XXI, remete o Louco às forças naturais capazes de lhe ensinar segredos inimagináveis sobre a dominação, o abandono, os ciclos planetários; ensinam-lhe também sobre sua ancestralidade, seus karmas e dharmas; e finalmente a dádiva do recomeço. Mas a viagem é longa desafiadora; este é só um convite para que Você venha conosco, na maravilhosa jornada do Tarô!

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